Registrar a memória sem pensar, sem rever, apenas registrar. Em que espaço? Os diários foram durante muito tempo o meu espaço do registro da memória. Aquela lugar sagrado que somente poucos amigos, ou melhor somente uma amiga entrava, que ninguém podia saber, conhecer. Uma memória talvez inventada, sonhada ou até planejada (vinde as minhas conquistas de hoje, tudo construidos ou melhor (gosto mais dessa palavra) tecida naquelas páginas de sonhos. O espaço do registro da memória mudou, mas o conceito de memória agora presente nesse espaço continua o mesmo? Antes o diário aguardava um segredo, hoje o diário virtual expõe um segredo, uma visão de mundo, uma atitude, uma vida.
As pessoas querem esconder ou mostrar suas memórias?
Qual é a importância para cada uma delas de registrar os fatos do dia-a-dia, as situações do trabalho, os encontros de família? Não sei, mas penso que antes de tudo a memória é o nosso refúgio, seja na hora da dor, quando não mais suportamos conviver com algo, seja na hora de lembrarmos desse mesmo fato que tanto nos causou dor. Acho que a única razão de sermos tão apegados em memórias, é que elas não mudam, mesmo que as pessoas tenham mudado.
Eu vou deixar pra lá, fingir que esqueci, agir como se não importasse. O que é verdadeiro volta...
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